Sérgio Lagoa

Archive for the ‘Psicologia e Sociologia’ Category

A mulher que não consegue esquecer

In Psicologia, Psicologia A, Psicologia e Sociologia on Abril 20, 2009 at 3:01 pm

Entrevistada pela ABC News, Jill Price, 43 anos, responde sem pestanejar a uma série de perguntas que põem à prova a sua memória fora de série: Quando é que a CBS exibiu o episódio de Dallas “Quem matou JR”?. Jill não só dá a resposta correta como consegue lembrar-se do tempo que fazia nesse dia. E se lhe perguntassem, provavelmente saberia dizer o que tinha vestido e comido. Até ao ano passado, ninguém ouvira falar de Jill Price. A família e os amigos sabiam da sua memória notável, mas o seu caso não era conhecido da comunidade científica.

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Clube dos poetas mortos

In Ler Ver Ouvir, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S3 on Janeiro 28, 2009 at 12:56 am

de Peter Weir, 1989, 128 minutos

Neste filme, John Keating (Robin Williams) é um professor na Academia Welton, em Inglaterra, famosa pelo rigor e tradição do seu sistema de ensino. Pouco convencional, pede aos alunos para, através da poesia, começarem a pensar pelas suas cabeças, desenvolverem um espírito crítico e a viver intensamente os seus projectos de vida.

Recomendado para Psicologia e Sociologia, Módulo S3

Stepford wives

In Ler Ver Ouvir, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S3 on Janeiro 27, 2009 at 5:11 pm

de Frank Oz, 2004, 92 m.

Baseado no livro de Ira Levin, este filme, uma comédia satírica desenrola-se à volta de uma família que se muda para a pequena comunidade de Stepford, onde as mulheres são todas óptimas donas de casa, esposas perfeitas e mães extremosas. Joanna (Nicole Kidman), executiva de uma cadeia de televisão que sofreu um esgotamento nervoso, e o seu marido Walter Kresby (Matthew Broderick), descobrem que a atitude alegre e servil das mulheres de Stepford não é genuína e resulta de uma robótica alteração de personalidade a mulheres anteriormente bem sucedidas e com brilhantes carreiras profissionais.

Recomendado para Psicologia e Sociologia, Módulo S3

Planificação do Módulo S3

In Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S3 on Janeiro 26, 2009 at 8:09 pm

Já está disponível na área de acesso reservado a planificação do Módulo S3 da disciplina de Psicologia e Sociologia.

Racismo

In Psicologia e Sociologia, Trabalhos de Alunos on Novembro 17, 2008 at 1:57 pm

Um trabalho do Marco e do Alberto:

Texto 035 – A socialização secundária

In AEC 01, Área de Estudos da Comunidade, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2 on Novembro 14, 2008 at 6:07 am

A socialização secundária é a interiorização de “submundos” insti¬tucionais ou baseados em instituições. O número e o tipo destes submundos é determinado pela complexidade da sociedade. A socia¬lização secundária é a aquisição do conhecimento de funções especí¬ficas, de condutas de rotina próprias às instituições.
Os submundos interiorizados na socialização secundária são geralmente parciais, em contraste com o “mundo básico” adqui¬rido na socialização primária. Contudo, eles também são realida-des mais ou menos coerentes, caracterizadas por componentes normativos e afectivos.
A socialização secundária pressupõe a socialização primária, ou seja, acontece com um indivíduo com uma personalidade já formada e um mundo já interiorizado. Isto pode ser um problema, uma vez que a realidade já interiorizada tem tendência a per¬sistir. Os novos conteúdos devem sobrepor-se à realidade já presente, e pode haver problemas de coerência entre as interiorizações primárias e as novas.

Peter L. Berger e Thomas Luckmann, Construção Social da Realidade, Vozes, 1973 (adaptado)

Texto 034 – Os limites da tolerância

In Antropologia, Cidadania e Profissionalidade, EFA/RVC (NS), Filosofia, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2, Sociologia on Novembro 13, 2008 at 6:38 am

Por cada ano que passa, dois milhões de jovens mulheres, entre os 15 e os 25 anos, sofrem a mutilação de uma parte dos seus órgãos genitais. Esta prática tem igualmente o nome de excisão. Em que consiste? Na esmagadora maioria dos casos sem cuidados higiénicos especiais nem anestesia, uma excisora — é quase sempre uma mulher — utiliza uma lâmina de barbear ou uma faca e, na presença de pais e amigos, corta o clítoris e os pequenos lábios da jovem. É frequente os grandes lábios também serem retirados. É a “excisão total” ou infibulação.
Nas últimas décadas, a excisão acontece cada vez mais cedo. Actualmente, a maior parte das vítimas tem menos de um ano. A prática da mutilação genital feminina é uma tradição de vários países africanos (é também praticada na índia, na Indonésia e no Paquistão), embora não da maioria. Pratica-se sobretudo em países que a declararam ilegal: Nigéria, Sudão, Egipto, Somália e Quénia. Noutros países, Mali e Guiné-Bissau, por exemplo, não há qualquer interdição legal.
Por que razão várias etnias e populações inteiras continuam a realizar a mutilação genital feminina? A resposta imediatamente dada é esta: “É o costume. Entre nós, todas as mulheres são excisadas”.
Mas as “razões” variam conforme as etnias (grupos de pessoas que parti¬lham uma mesma língua, hábitos, costumes e valores). Para certos grupos, retirar o clítoris é necessário para que esse pequeno órgão não envenene o bebé no momento do nascimento, não prenda o órgão sexual masculino ou não impeça a relação sexual. Para além destas superstições, há outras justificações a que pode¬remos chamar simbólicas. Certas etnias do Mali, do Senegal e da Mauritânia consi¬deram que a excisão é um acto purificador que dá à jovem o “direito à oração”. Outras afirmam que a excisão é o ritual que assinala a última etapa da vida de uma rapariga antes do casamento. A mutilação genital significa a ruptura dolorosa com a família e com a infância. Através dela a rapariga passa a ser tratada como mulher. Sem a excisão, não alcança esse estatuto nem pode casar-se.
As organizações não governamentais (ONG) e as mulheres africanas que combatem esta prática denunciam-na como estratégia de domínio sexual mascu-lino (como responsável por atrozes sofrimentos e por acentuada mortalidade em bebés e crianças do sexo feminino). A ablação do clítoris retira grande parte da sensibilidade aos órgãos genitais (a mulher perde em prazer o que ganha em fide¬lidade?). Mas não é fácil lutar contra costumes enraizados há milénios.
Haverá uma padrão cuturalemnte neutro de certo e errado?
«Vamos supor que estamos inclinados a afirmar que a excisão é má. Estaríamos nós apenas a impor os padrões da nossa própria cultura? Se o relativismo cultu¬ral estiver correcto, isso é tudo quanto podemos fazer, pois não há um padrão culturalmente neutro a que possamos apelar. Mas será isto verdade?
Haverá um padrão culturalmente neutro de certo e errado? Há naturalmente muito que dizer contra a excisão. É dolorosa e tem como resultado a perda per¬manente do prazer sexual. Os seus efeitos, a curto prazo, incluem hemorragias, tétano e septicemia. Por vezes, a mulher morre. Os efeitos de longo prazo incluem infecção crónica, cicatrizes que dificultam a marcha e dores contínuas.
Qual é, pois, o motivo pelo qual se tomou uma prática social tão alargada? Não é fácil responder. A excisão não tem benefícios sociais aparentes. Ao contrário do infanticídio entre os esquimós, não é necessária à sobrevivência do grupo. Nem é uma questão religiosa. A excisão é praticada por grupos de várias reli¬giões, entre elas o islamismo e o cristianismo, nenhuma das quais a recomenda. Apesar disso, aduzem-se em sua defesa uma série de razões. As mulheres inca¬pazes de prazer sexual são supostamente menos propensas à promiscuidade; assim, haverá menos gravidezes indesejadas em mulheres solteiras. Acresce que as esposas, para quem o sexo é apenas um dever, têm menor probabilidade de ser infiéis aos maridos; e uma vez que não irão pensar em sexo, estarão mais atentas às necessidades dos maridos e filhos. Pensa-se, por outro lado, que os maridos apreciam mais o sexo com mulheres que foram objecto de excisão. (A falta de prazer sexual das mulheres é considerada irrelevante.) Os homens não querem mulheres que não foram objecto de excisão por serem impuras e ima¬turas. E, acima de tudo, é uma prática realizada desde tempos imemoriais, e não podemos alterar os costumes antigos.
Seria fácil, e talvez um pouco arrogante, ridicularizar estes argumentos. Mas podemos fazer notar uma característica importante de toda esta linha de racio-cínio: tenta justificar a excisão mostrando que é benéfica — homens mulheres e respectivas famílias são alegadamente beneficiados quando as mulheres são objecto de excisão. Poderíamos, pois, abordar este raciocínio, e a excisão em si, perguntando até que ponto isto é verdade: será a excisão, no todo, benéfica ou prejudicial?
Na verdade, este é um padrão que pode razoavelmente ser usado para pensar sobre qualquer tipo de prática social: Podemos perguntar se a prática promove ou é um obstáculo ao bem-estar das pessoas cujas vidas são por ela afectadas. E, como corolário, podemos perguntar se há um conjunto alternativo de práti¬cas sociais com melhores resultados na promoção do seu bem-estar. Se assim for, podemos concluir que a prática em vigor é deficiente.
Mas isto parece justamente o tipo de padrão moral independente que o retativis¬mo cultural afirma não poder existir. É um padrão único que pode ser invocado para ajuizar as práticas de qualquer cultura, em qualquer época, nomeadamente a nossa. É claro que as pessoas não irão, em geral, encarar este princípio como algo «trazido do exterior» para os julgar, porque, como as regras contra a mentira e o homicídio, o bem-estar dos seus membros é um valor inerente a todas as cultu¬ras viáveis.
Por que razão, apesar de tudo isto, pessoas prudentes podem ter relutância, mesmo assim, em criticar outras culturas. Apesar de se sentirem pessoalmente horrorizadas com a excisão, muitas pessoas ponderadas têm relutância em afir¬mar que está errada, pelo menos por três razões.
Primeiro, há um nervosismo compreensível quanto a «interferir nos hábitos cul-turais das outras pessoas». Os europeus e os seus descendentes culturais da América têm uma história pouco honrosa de destruição de culturas nativas em nome do cristianismo e do iluminismo. Horrorizadas com estes factos, algumas pessoas recusam fazer quaisquer juízos negativos sobre outras culturas, especialmente culturas semelhantes àquelas que foram prejudicadas no passa¬do. Devemos notar, no entanto, que há uma diferença entre a) considerar uma prática cultural deficiente; e b) pensar que deveríamos anunciar o facto, dirigir uma campanha, aplicar pressão diplomática ou enviar o exército. No primeiro caso, tentamos apenas ver o mundo com clareza, do ponto de vista moral. O segundo caso é completamente diferente. Por vezes poderá ser correcto «fazer qualquer coisa», mas outras vezes não.
As pessoas sentem também, de forma bastante correcta, que devem ser tole¬rantes face a outras culturas. A tolerância é, sem dúvida, uma virtude — uma pessoa tolerante está disposta a viver em cooperação pacífica com quem encara as coisas de forma diferente. Mas nada na natureza da tolerância exige que con¬sideremos todas as crenças, todas as religiões e todas as práticas sociais igual¬mente admiráveis. Pelo contrário, se não considerássemos algumas melhores do que outras, não haveria nada para tolerar.
Por último, as pessoas podem sentir-se relutantes em ajuizar por que não que¬rem mostrar desprezo pela sociedade criticada. Mas, uma vez mais, trata-se de um erro: condenar uma prática em particular não é dizer que uma cultura é no seu todo desprezível ou inferior a qualquer outra cultura, incluindo a nossa. Pode mesmo ter aspectos admiráveis. Na verdade, podemos considerar que isto é verdade no que respeita à maioria das sociedades humanas — são misturas de boas e más práticas. Acontece apenas que a excisão é uma das más.

James Rachels, Elementos de Filosofia Moral (2003), pp.47-51

Texto 033 – Tolerância e intolerância

In Cidadania e Profissionalidade, EFA/RVC (NS), Filosofia, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2, Sociologia on Novembro 12, 2008 at 6:35 am

A resposta dada por Rawls parece convincente. O intolerante nunca possui razões para se queixar de não serem tolerantes com ele. No entanto, o tolerante só tem o direito de ser intolerante quando isso for necessário para a sua preservação (ou seja, para garantir a subsistência do Estado de direito democrático e dos direitos das pessoas). E a finalidade dessa intolerância será sempre a protecção dos direitos reconhecidos a todos os cidadãos no contrato social (os direitos, liberdades e garantias fundamentais, na terminologia da Constituição).

Rui Pereira (2005): Terrorismo e Democracia
www.mj.gov.pt

Texto 032 – Uma defesa do Relativismo Moral Cultural

In Cidadania e Profissionalidade, EFA/RVC (NS), Filosofia, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2, Sociologia on Novembro 11, 2008 at 6:20 am

Algumas vezes os sociólogos são acusados de corroer a moralidade com seu conceito de relativismo cultural com o se conceito de relativismocultural e sua alegação de que praticamente “tudo está certo em algum lugar”. Se o certo e o errado são simplesmente convenções sociais — dizem nossos críticos — poder-se-ia muito bem fazer o que se deseja. Esta é uma concepção totalmente errada. É aproximadamente verdade que “tudo está certo em algum lugar” — mas não em todos os lugares. 0 ponto focal em termos de relativismo cultural consiste no fato de que em um ambiente particular alguns traços estão certos porque eles funcionam bem, ao passo que outros traços estão errados porque colidem penosamente com partes dessa cultura. Isto não é senão uma outra maneira de dizer que uma cultura é integrada e que seus vários elementos precisam se harmonizar em alguma medida razoável para que ela funcione eficientemente servindo aos propósitos humanos. As pessoas que invocam o relativismo cultural com vistas a justificarem seu comportamento excêntrico, estão mostrando que não entendem o conceito, e talvez não tenham interesse pelo bem-estar da sociedade.

Paul Horton, “Sociologia”, McGraw-Hill Brasil, São Paulo

Texto 031 – A diversidade cultural

In Antropologia, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2, Sociologia on Novembro 10, 2008 at 6:18 am

O homem recebe do meio, em primeiro lugar, a definição do bom e do mau, do confortável e do desconfortável. Deste modo os chineses preferem os ovos podres e os oceanenses o peixe em decomposição. Para dormir, os pigmeus procuram a incómoda forquilha de madeira e os japoneses deitam a cabeça em duro cepo. O homem recebe do seu meio cultural um modo de ver e de pensar. No Japão considera-se delicado julgar os homens mais velhos do que parecem e, mesmo durante os testes e de boa-fé, os indivíduos continuam a cometer erros por excesso (. . .)

O homem retira também do meio as atitudes afectivas típicas. Entre os maoris, onde se chora à vontade, as lágrimas correm só no regresso do viajante e não à sua partida. Nos esquimós, que praticam a hospitalidade conjugal, o ciúme desapareceu, tal como na Samoa; (…) a morte não parece cruel, os velhos aceitam-na como um benefício e todos se alegram por eles. Nas ilhas Alor, a mentira lúdica considera-se normal; as falsas promessas às crianças constituem um dos divertimentos dos adultos. O mesmo espírito encontra-se na ilha Normanby, onde a mãe, por brincadeira, tira o seio ao filho que está a mamar. (…) Entre os esquimós o casamento faz-se por compra. Nos urabima da Austrália um homem pode ter esposas secundárias que são as esposas principais de outro homem. No Ceilão reina a poliandria fraternal: o irmão mais velho casa-se e os mais novos mantêm relações com a cunhada. A proibição do incesto encontra-se em todas as sociedades, mas não há duas que o definam da mesma maneira e lhe fixem de modo idêntico as determinações exclusivas. O amor e os cuidados da mãe pelos filhos desaparecem nas ilhas do estreito de Torres e nas ilhas Andaman, em que o filho ou a filha são oferecidos de boa vontade aos hóspedes da família como presentes, ou aos vizinhos, em sinal de amizade. A sensibilidade a que chamamos masculina pode ser, de resto, uma característica feminina, como nos tchambulis, por exemplo; em que na família é a mulher quem domina e assume e direcção. (…)
Os diferentes povos criaram e desenvolveram um estilo de vida que cada indivíduo aceita – não sem reagir, decerto – como um protótipo.

Lucien Malson, “As crianças selvagens”

Texto 030 – O conceito sociológico de cultura (III)

In Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2 on Novembro 7, 2008 at 6:15 am

 

[A cultura] «(…) é, obviamente, o todo integral constituído por implementos e bens de consumo, por cartas constitucionais para os vários agrupamentos sociais, por ideias e ofícios humanos, por crenças e costumes. Quer consideremos uma cultura muito simples ou primitiva, ou uma extremamente complexa e desenvolvida, deparamo-nos com uma vasta aparelhagem, em parte material, em parte humana, em parte espiritual, com a ajuda da qual o homem é capaz de lidar com os problemas concretos, específicos, com que se defronta.»

B. Malinowski, “Que é cultura?” in Uma Teoria Científica da Cultura, Zahar, 3.a edição

Texto 029 – O conceito sociológico de cultura (II)

In Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2 on Novembro 6, 2008 at 6:12 am

«(…) poderíamos definir a cultura como sendo um conjunto ligado de maneiras de pen¬sar, de sentir e de agir mais ou menos formalizadas que, sendo apreendidas e partilhadas por uma pluralidade de pessoas, servem, duma maneira simultaneamente objectiva e simbólica, para organizar essas pessoas numa colectividade particular e distinta.»

Guy Rocher, Sociologia Geral, Editorial Presença, 1971

Txto 028 – O conceito sociológico de cultura (I)

In Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2 on Novembro 5, 2008 at 6:10 am

«Quando os sociólogos falam do conceito de cultura, referem-se a esses aspectos das sociedades humanas que são aprendidos e não herdados. Esses elementos da cultura são partilhados pelos membros da sociedade e tornam possível a cooperação e a comunicação. Eles formam o contexto comum em que os indivíduos de uma sociedade vivem as suas vidas.»

Anthony Giddens, Sociologia, Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, 4. edição

Texto 027 – A evolução do conceito de cultura

In Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: S2, Sociologia on Novembro 4, 2008 at 6:08 am

 

«A palavra “cultura” aparece no fim do séc. XI. Designa, nomeadamente, um pedaço de terra trabalhada para produzir vegetais e torna-se sinónimo de agricultura ( … ). Em meados do séc. XVI, o sentido figurado de cultura do espírito começa a ser empregado pelos humanistas do Renascimento. É no séc. XVIII que a cultura em ciências, letras e artes se torna um símbolo da filosofia das Luzes e que Hobbes designa por “cultura” o trabalho de educação do espírito em particular durante a infância. O homem cultivado tem gosto e opinião, requinte e boas maneiras. No séc. XIX, a palavra “cultura” tem por sinónimo “civilização”. Mas, ao passo que E. F. Tylor (1871) define a cultura através do desenvolvimento mental e organizacional das sociedades, como “esse todo complexo que inclui os conhecimentos, as crenças religiosas, a arte, a moral, os costumes e todas as outras capacidades e hábitos que o homem adquire enquanto membro da socie¬dade”, a antropologia cultural americana, uns sessenta anos mais tarde, insiste no desenvolvimento material e técnico e na transmissão do património social. Segundo os culturalistas, a cultura, enquanto modo de vida de um povo, é uma aquisição humana, relativamente estável mas sujeita a mudanças contínuas que determina o curso das nossas vidas sem se impor ao nosso pensamento consciente.»

Peter Worsley, Dicionário de Sociologia, Publicações Dom Quixote, 1990 (adaptado)

O Diário de Bridget Jones

In Ler Ver Ouvir, Psicologia e Sociologia, Psicologia e Sociologia: P2 on Novembro 3, 2008 at 6:05 am

De Sharon Maguire, 2001 e “O Novo Diário de Bridget Jones”, de Beeban Kidron, 2004

Estes filmes baseiam-se no diário escrito por uma londrina de 32 anos que decide dar um novo rumo à sua vida – emagrecer, deixar de fumar e de beber, encontrar um noivo e mudar de trabalho. Estes filmes retratam, de uma forma divertida, aspectos e representações sociais das sociedades actuais.

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